O ESTAR – Encontros de Teatro e Artes de Rua nasce em 2014 na vila de Odeceixe (Aljezur), lugar de origem e primeiro ponto de encontro de um festival construído a partir da proximidade, da escuta e da ocupação viva do espaço público. Desde o seu início, que se afirmou como um território de encontro entre diferentes áreas performativas: teatro, marionetas, circo, dança, música, performance, entre outras — cruzando linguagens, corpos e formas de estar em comunidade e em locais não convencionais e de acesso livre.

Ao longo de dez edições, o festival expandiu-se para além do seu local de origem, criando extensões na cidade de Lagos e Montemor-o-Novo(2014), Porto Covo e Lisboa (2015 a 2017), Vila Nova de Mil Fontes (2018 a 2019) e Vila do Bispo (2021-presente). Cada cidade trouxe novos contextos, ritmos e públicos, transformando ruas, praças e paisagens em palcos abertos à criação artística e ao encontro direto das artes performativas com os transeuntes, habitantes ou turistas.

Em 2020, e devido à pandemia da COVID-19, o ESTAR fez uma pausa. Num tempo marcado pelo silêncio, pela distância e pela censura, o festival não se realizou, suspendendo temporariamente aquilo que lhe é essencial: o encontro no espaço público. Essa ausência sublinhou a importância de estar junto, de partilhar o mesmo tempo e o mesmo lugar — valores que regressariam ainda com mais força nos anos seguintes.

A partir de 2021, o festival trasladou-se para a Vila do Bispo, um movimento natural de alinhamento com o Município, ja que é em Barão de São Miguel que a Mãozorra está sediada e desenvolve a sua atividade regular. Esta mudança permitiu consolidar raízes, aprofundar o trabalho continuado com a comunidade local e desenvolver o projeto a partir de uma relação mais orgânica e sustentável com o território onde se insere.

Desde então, o Município da Vila do Bispo assumiu-se como parceiro estratégico fundamental para o crescimento e afirmação do festival, contribuindo para reforçar a ligação ao Barlavento Algarvio e afirmar o espaço público deste território como lugar privilegiado de encontro entre a criação artística e comunidade.